
Despedimos há dias o ano 2006, quase como tinha começado, os problemas sociais a agravarem-se, a criminalidade a piorar, os valores a esfumarem-se, os ricos mais ricos e os pobres mais pobres, o País atolado numa crise profunda sem fim á vista, assistimos a uma nova vaga de imigração, a fome e a miséria vão grassando e nós impotentes e menos militantes vamo-nos resignando.
No Mundo o cenário não é muito diferente, salvo raras excepções, fechou com chave de ouro para “o dono do Mundo”, que se deleitou com a cabeça do tirano Saddam Hussein, o Mundo assiste com alguns protestos, incluindo a velha Europa que com hipocrisia, não se cala mas consente. O cowboy com traumas e a ignorância dos seus antepassados, os quais, enforcavam um homem pelo simples roubo de um cavalo, está a transformar um ditador e um assassino, num mártir e herói do mundo Árabe. Mas como o asinino Bush outros mentecaptos estão no poder em vários pontos do Globo, o que provoca em nós cidadãos comuns, uma insegurança e uma apreensão dolorosa, pois sabemos que a qualquer momento mais tenso, algum deles poderá ter a leviandade de carregar no botão.
O 2007 entrou saudado com foguetes, champanhe e alegria a rodos, ainda bem que todos nos esquecemos por momentos dos problemas que persistem, embebedados pela esperança vã que seja melhor que o falecido, aturdimo-nos e alheámo-nos, mas depois da ressaca e já com a clarividência habitual, vimos com tristeza que a passagem de Ano, não foi mais que o dia seguinte.
No nosso rectângulo anunciam-se subidas assinaláveis de bens essenciais e voltámos á velha técnica de apertar o cinto sempre para os mesmos. Na nossa cidade a Câmara e a instituição desportiva mais importante e representativa de Aveiro, estão desgovernados e andam à rola e aguarda-se passivamente os seus encalhamentos. Curiosamente tanto a Cidade como o Beira-Mar, estão sobre o desgoverno das mesmas cores politicas, os seus líderes inertes, com encenações de carpideiras, vêm o afundanço e continuam no meio de um marasmo assustador a fazer fumaça.A incompetência, o laxismo e o emproamento vão-se sobrepondo á competência, á militância do bem comum e á entrega a causas, de uma forma assustadora, que se não forem travados a tempo, ficaremos subjugados e governados por uma espécie de seres que nasceram só para o protagonismo e oportunismo que para se manterem são capazes de nos venderem por três reis de mel coado.